Numa manha de verão eu e Fátima estávamos a olhar o movimento da Praia do Farol quando de repente avistamos um homem que se dirigia a galope num lindo corcel branco. Ele se aproximou e, sem mais delongas, disse: eu sou Farat, o cigano. Vim cumprir a promessa que te fiz há sete anos, ademais ,Ala, O Misericordioso, tem um recado para para você e me escolheu para ser o memsajeiro. Neste instante lembres que havia muito tempo cedi a ele uns litros de combustível para que este completasse sua viagem a Mostardas, o que de fato, naquele deserto litorâneo era um grande favor mas jamais pensaria em cobra-lo.
Em seguida Farat retirou de sua mala de garupa meia banda de um carneiro. Disse-me que em sus tribo era costume pagar favores com carne de carneiro. Sem querer ser grosseiro aceitei a paga e fizemos churrasco de carneiro, regado a muito vinho, musica FLAMENCA e muita charla interessante. O cara era bom de papo, muito culto e alegre, embora as vezes saísse pouco do ar, o que me punha em guarda.
Após ter-lhe dito que preferia o barulho do vento, o movimento das dunas e o vai e vem do mar matas. Dito isto Farat, em transe, me transmitiu aquilo que julguei ser a mensagem de Ala. Em meio a um canto em idioma estranho para mim , apontou para as dunas e disse: “teu ancestral veio do deserto; tua origem nao e a que pensas ser;teu anjo nao tem asas, usa facas curvas e roupas estranhas; teu ancestral lá do deserto, a quatorze gerações degolou o tuaregue inocente e teu clã do será libertado da maldição de Ala o dia que um dos teus unir seu sangue ao da Odalisca descendente do tuaregue morto.” Depois completou dizendo que um de meus filhos, de nariz adunco como o falcao nos redimiria da maldição de Ala ao contrair núpcias e me dar herdeiro.
Presenteou Fátima, a quem chamava de Mulher do Oásis com uma belíssima peca artesanal em bronze que guardamos com carinho ate os dias de hoje. Após o ato que julguei ser uma oração a seu Deus Farat, montou em seu corcel e desapareceu em meio as dunas ate que se confundiu c elas. Eu e Fátima nos olhos como se estivéssemos dizendo um só outro:
Será que isto aconteceu?
Muito tempo de passou ate que ao contar esta história aos meus filhos Lucas e Thiago e ao sobrinho Matheus, fizemos esta canção cuja letra e musica me omocionam muito pois mexem com um mundo imaginário sem o qual a humanidade morreria de tédio

A LENDA DE FARAT

Numa imensidão de areias
De um de um deserto litorâneo
Um cigano solitário me falou
Em sua prece, seu lamento
Lembro magico momento
Que o cigano viajandeiro revelou

(refrão)
Ooo ooo ooo
Pode vir que sou Farat
O cigano viajandero
Ooo ooo ooo
Pode vir que sou Farat
Nao me troco por dinheiro

Num deserto bem distante
O teu ancestral errante
Com o falcao e o corcel atravessou
Caminhou em direção
A um “farol de solidão”
Foi guiado pelo que o Simun levou

(refrão)

Pegou sua cimitarra
Pra vencer seu inimigo
E a garganta de um tuaregue degolou
Mas seu sangue era inocente
E o Simun, vento inclemente
Na Odalisca Sete Véus
Se transformou.„,

"O anjo que te guarda NAO tem asas,
o fio da espada curva e tua casa,
teu ancestral fugiu do Oriente
e um dia voltar a sua gente,
e por quatorze gerações ela vai caminhar,
por terras estranhas ate emcontrar
o sangue do tuaregue, sua maldição
e ala o redimir em forma de canção. Ala”
Obs.: Esta musica foi gravada por @nilonovellis (voz), @lucasfresno (voz, coral, arranjos e execucao instremtal) e @Bell_Fresno (bateria),

Notes

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